Esta é Lea T, transexual, brasileira, amiga pessoal e assistente de Ricardo Tisci, diretor criativo da Givenchy. Não é novidade, ela já apareceu na campanha de inverno 2011 da grife e em seu desfile de Alta Costura na mesma temporada. Agora seu perfil foi publicado por Carine Roitfeld na Vogue Francesa deste mês junto com a seguinte foto:
Lea está prestes a fazer uma cirurgia de mudança de sexo.
A gente quer saber: o que você acha da foto?
Em tempo: Lea T é filha do jogador de futebol Toninho Cerezo! Lembra dele?
Hoje é Dia do Amigo. Resolvemos então celebrar com as parcerias mais bem sucedidas da moda em todas as épocas. Divirta-se.
Givenchy e Hepburn
Sinônimo da elegância mais clássica e limpa de todos os tempos, Hubert de Givenchy encontrou em Audrey Hepburn a personificação do ideal feminino de beleza. Ela era exatamente a mulher que ele queria ver vestindo suas roupas. Não à toa a parceria rendeu o figurino de dois dos principais filmes da atriz: “Sabrina” (1954) e “Bonequinha de Luxo” (1961), entre outros. As peças lançadas pela dupla Givenchy/Hepburn nunca saíram de moda.
Saint-Laurent e Deneuve
Catherine Deneuve e Yves Saint-Laurent representaram, talvez, uma das mais íntimas e belas parcerias entre moda e cinema. Ele, discípulo de Dior, principal nome da Alta-Costura da França e exportador do luxo do país. Ela, sua musa, a mulher que dava vida a sua obra. A amizade se eternizou na tela através do filme “A Bela da Tarde” (1967), de Luis Buñuel, em que Deneuve usou figurino Saint-Laurent e, a partir daí, o fez em diversas obras, incluindo “Fome de Viver” (1983), clássico daquela década. YSL morreu em 2008, aos 71 anos, causando forte comoção no mundo da moda e em sua melhor amiga.
Madonna e Gaultier
Você já deve ter visto, ao menos uma vez, o soutien de bico pontudo usado na turnê “Blond Ambition” de Madonna, nos anos 1990. Pois quem criou a peça foi Jean-Paul Gaultier. Madonna não foi uma parceira fiel e já usou diversos estilistas em suas turnês, mas aquela nunca mais será esquecida, tão bem sucedido o casamento. Ele também fez o figurino do filme “Na Cama com Madonna” (1991). Em 2006, os dois retomaram a parceria por um curto período.
Já a Givenchy enriqueceu nos detalhes. Especialidades de Ricardo Tisci, as rendas delicadas, as franjas, as transparências e as minucias foram trabalhadas à exaustão. As cores, no entanto, são todas neutras. Tisci quis manter quase tudo em tons de branco. Alta Costura levada ao pé da letra e outra tendência levada à passarela: os neutros.
Fizemos uma coletânea vinda diretamente das passarelas de verão 2011 e Resort 2011 pra você tomar nota e já começar a usar o que está por vir.
Macacões: para eles e para elas, a peça está se tornando um tem-que-ter.
Givenchy
Alexandre Herchcovitch
Yves Saint Laurent
João Pimenta
Rendas: de preferência artesanais, ou que façam referência a elas. Tem também cortadas a laser pra fazer efeito, sobre couro e materiais tecnológicos. Não tem como não se render à tendência.
Stella McCartney
Ronaldo Fraga
Iódice
Givenchy
Têca
Décadas: A Era de Aquário está de volta e a aura hippie anda dominando a moda com as décadas de 1960 e 1970 revisitadas.
Missoni
Alexandre Herchcovitch
Proenza Schouler
Marc Jacobs
Chanel
Celine
YSL
Givenchy
Neon
Simplicidade: chame de minimalismo, simple chic, whatever… Fato é que se vestir com roupas limpas e sem detalhes é tendência, mesmo que atemporal.
Haider Ackermann
Lucas Nascimento
Yigal Azrouël
Celine
África: de novo, o continente inspira a moda – as estampas, os acessórios, os shapes. Pra quem gosta dos étnicos.
Suno
Triya
Giambattista Valli
Walter Rodrigues
Militar: não é nenhuma novidade, mas vai durar bastante ainda.
Behnaz Sarafpour
Têca
Stella McCartney
Triton
Mix de estampas: use e abuse dos prints do armário. Mas cuidado para não virar colcha de retalhos.
Com tantas extravagâncias modais vistas nas passarelas e ruas mundo afora, o que tenho notado de mais consistente em revistas e campanhas por aí é sim um retorno aos clássicos. Aqueles de elegância segura e atemporal, que vovó e mamãe usaram e que nossas filhas vão amar em algum momento também.
Campanhas de inverno 2010, Chanel, Givenchy, Lanvin, Donna Karan.
A febre Pink que dá, de tempos em tempos, o ar da graça, perde sempre a sua diante do vermelho. O óbvio ululante: que cor se sobressai diante do signo da paixão? E outra: vermelho quase nunca compromete a elegância, já o rosa schocking… há controvérsias.
Ferragamo, inverno 2010
Armani, Moschino, Bottega Veneta e Chloé pré-verão 2010
Campanha do Chanel 5, ” Chapeuzinho Vermelho”
Quanto à atitude, observe: a it girl do momento não é inglesa nem americana, não é loura, não tem longos cabelos nem ostenta decotes. Se destacou interpretando ninguém menos que Edith Piaf e atualmente é cotada por diretores como Christopher Nolan, Michael Mann e Karim Dridi. Está de vermelho, linda e clássica na campanha da Dior. A bela é francesa: Marion Cotillard, la fille du moment, pour vous.
Em momentos red carpet, com Galliano e recebendo o Oscar por Piaf.