Postado por Deborah Couto em
dia 12 de agosto, 2010.
Matt Stuart nasceu e cresceu no subúrbio londrino. Não era brilhante na escola, seu negócio sempre foi andar de skate. Ele até flertou, em algum momento, com o Kung Fu, mas seu pai já viu de cara que Matt não seria nenhum Bruce Lee e tratou logo de lhe apresentar à fotografia, através de Robert Frank & Cartier-Bresson. Bingo!

Stuart passa seus dias nas ruas de Londres com uma Leica na mão, exercitando sua paciência e seu olhar – apuradíssimos. As fotos, com direção de arte perfeita, são nada mais que resultados da capacidade do artista de captar com precisão a hora e o ângulo em que a espontaneidade da cena pinta um quadro digno de ser eternizado (e ser mesmo chamado de arte). Simplificando: é o je ne sais quoi que só os muito bons possuem.
Dica: conheça o trabalho de Matt Stuart. É tão bom que mal conseguimos acreditar que ele não dirigiu a cena (alguém aí lembrou de Cartier-Bresson?)!





www.mattstuart.com
Leia mais sobre ele aqui e aqui
Postado por Filipe Molina em
dia 21 de junho, 2010.
Custódio Coimbra é carioca por nascimento e fotógrafo por paixão, mas tudo anda em conjunto. Atua no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e, mesmo no fotojornalismo, possui uma visão mais romântica da vida.
Confira algumas imagens do livro “Rio de Cantos 1000”, lançado em dezembro de 2009, pela editora Réptil.



Postado por Filipe Molina em
dia 17 de junho, 2010.
Nan Goldin é uma americana que começou a fotografar com quinze anos de idade incentivada por um professor. Mais velha, se graduou na School of the Museum of Fine Arts e se aventurou por comunidades gays e transexuais de Boston. Com esse polêmico trabalho, ganhou destaque e notoriedade mundial.
Ela será uma das atrações da 29ª Bienal de São Paulo.

Postado por Deborah Couto em
dia 21 de setembro, 2009.
Famoso pelo título de “pai do fotojornalismo” , Henri Cartier-Bresson poderia ser chamado de diretor de arte se suas obras não fossem de assustadora espontaneidade. É sempre difícil de acreditar que não se trata de teatro ou balé, com personagens dirigidos e ambientes milimetricamente pensados. São, na realidade, situações captadas na urgência do momento, aquele perfeito, que só um Cartier-Bresson seria capaz eternizar.






Parte da programação do ano da França no Brasil, Henri Cartier-Bresson está em exposição no SESC Pinheiros (rua Paes Leme, 195, São Paulo) até 20/12, com 133 fotografias do acervo da Magnun, agência fundada pelo fotógrafo em 1947. Imperdível.
Postado por Deborah Couto em
dia 4 de agosto, 2009.
Pra você que compra no Brands e se pergunta como são feitas as campanhas, a resposta está aqui. A partir de agora mostraremos um pouco de como são produzidas aquelas fotos que você vê no site. O processo é super divertido e, como todo mundo, a gente adora um making off! Divirta-se também.
Nesse dia fotografamos Thelure. Ao som de Serge Gainsbourg a modelo Katrin, da Way Model, passou um poquinho de frio mas se divertiu horrores com a equipe. As fotos são de Thiago Trigo.
A beauty artist Lu Querido fazendo os últimos ajustes. A assistente Dani e o fotógrafo Mário Fontes.

Nosso stylist Li Camargo sorrindo pro Thiago.
Postado por Deborah Couto em
dia 13 de julho, 2009.
Jornalista de formação, o fotógrafo João Castilho é um dos jovens olhares mais comentados no cenário da arte contemporânea nacional. A vanguarda em sua ótica, que fez com que se tornasse a revelação mais festejada de 2008, está em sua forma de contar uma história. Ela é cheia de subjetividade, característica do olhar do fotógrafo, misturada ao óbvio da cena em si, captada com tanta sensibilidade e rigor técnico que faz da foto coisa viva, nos transportando não só para o momento, mas para o processo que levou a ele. João também se vale da habilidade poética pra isso, mostrando que também é bom com as palavras, o sentimento para além da imagem.
João fala mais de seu trabalho e seu processo de criação nesta entrevista (a seguir). Fique de olho, ele vai dar o que falar.
www.joaocastilho.net
João Castilho em auto-retrato
"Anteparo" (2008), acervo do MAM de São Paulo.
Entrevista
Como começa um trabalho? Da idéia à concepção: quando você cria um conceito, já tem uma idéia do resultado na imagem? Como o conceito funciona no processo?
- Cada trabalho tem uma gênese própria. As vezes começa com uma palavra e tudo o que ela traz junto. O que vem junto com a palavra geralmente são imagens. Redemunho, por exemplo, depois que cheguei na palavra as coisas estavam mais ou menos resolvidas. Toda a circularidade, todos os opostos entre céu e terra, claro e escuro, deus e o diabo, o clima que envolve as fotografias, tudo isso veio com a palavra. Outras vezes o trabalho nasce de um projeto e o projeto nasce de um desejo. Quando pensei no projeto do vídeo Entre Rios, que é um vídeo realizado com fotografias e textos, eu tinha vontade de romper com a pratica de achar ou caçar imagens. Eu queria provocá-las, construí-las, forçá-las a existir e sabia que não poderia fazer isso sozinho. Ai veio a idéia de deslocar alguns objetos do Brasil para o Mali, tirá-los de um contexto e inseri-los em outro, pensando que esses objetos poderiam ser uma faísca que permitisse a criação de uma situação direcionada para a câmera. Então, junto com os personagens que fui encontrando fomos criando essas situações. Então essa noção de uma estética relacional, que se dá na processo de produção do trabalho, acompanhou toda a realização do projeto. Num trabalho mais recente, Linhas, o que aconteceu foi o desdobramento de uma prática. Estava envolvido em outro projeto chamado Suturas, onde eu provocava um corte, quebrava alguma coisa, rasgava para depois costurar, emendar e então fotografar. Tinha comprado bastante linha para esse trabalho e de repente me ocorreu de despejar um rolo inteiro de lã em cima de um objeto e o resultado foi surpreendente. Então o que fiz depois foi intensificar e diversificar esse processo e aumentar a escala, daí surgiu a série com as linhas. O conceito acompanhou todo o processo, a idéia do registro de trabalhos efêmeros de intervenção na natureza já estava contida no trabalho com as suturas, e é a mesma idéia por traz da série Linhas.
O que, na vida, tende a te inspirar?
- A literatura, principalmente e outros trabalhos de artes visuais e cinema. As vezes alguma coisa que eu vejo, mas isso é mais raro.
Quem são os fotógrafos que você admira? Há algum que inspira seu trabalho, tecnica ou esteticamente? (Eu já li que você admira Roger Ballen e Miguel Rio Branco, pode citar outros?)
- Que trabalham com fotografia eu poderia citar alguns artistas como Jeff Wall, Ana Mendieta, Robert Smithson, Gordon Matta-Clark, Peter Fischli & David Weiss, Helio Oiticica, Gabriel Orozco e Felix Gonzalez Torres. Todos artistas geniais que usam a fotografia e com os quais me sinto em pleno diálogo.
Você pensa, no início de um processo, em um objetivo para o resultado: se terá, por exemplo, um viés documental como “Paisagem Submersa”, ou mais sentimental/poético, como em “Redemunho” ? Ou são os trabalhos que acabam ficando assim?
- Acho que sei, mais ou menos, como a coisa vai ficar. Pelo menos no que diz respeito a esses grandes gêneros. Sei quando a trabalho terá um tom mais documental, ou um documental impregnado de uma poética ou quando será um trabalho bem conceitual. Sei essas coisas.
Você destacaria algum aspecto recorrente em seus trabalhos ? Você busca algum aspecto recorrente em seus trabalhos? Há isso em seu olhar?
- Esteticamente existem algumas coisas que são recorrentes até aqui. O uso da cor é um elemento protagonista em muitos trabalhos. Tenho uma tendência por cores saturadas, os azuis, os vermelhos, os laranjas. Não todas juntas, essa é outra tendência, monocromos, enquadramentos em que uma cor toma conta, as vezes solitária, como na série Lote Vago. Poderia também falar de silhuetas e contrastes altos. Mas também tenho uma tendência abandonar tudo e mudar quando me canso. Conceitualmente acho que as coisas mudam com mais facilidade e isso me traz certo alivio. Atualmente estou distante daquele fotografo que fez o Paisagem Submersa e próximo daquele artista que fez o Paisagem Submersa.
Você pensa em seu espectador durante o processo? Pensa na sensação que quer causar?
- Penso muito pouco no espectador e só na hora de montar uma exposição ou uma instalação. Penso em coisas como um possível percurso que um possível espectador poderia fazer pela galeria ou museu. Nesse sentido me pego as vezes oscilando entre uma desejo de agradar e um desejo de frustrar. Em arte não faz bem pensar em espectador.
Postado por Deborah Couto em
dia 13 de julho, 2009.
Bem na onda pessoal de Mapplethorpe, mais fashion do que sexy é o trabalho de Hedi Slimane. O estilista inglês, que revolucionou a silhueta masculina em sua passagem pela Maison Dior , há alguns anos vem se aventurando na fotografia e tem investido cada vez mais nesse seu outro lado artístico. Provocador, Slimane faz diários autorais sempre captando expressões sugestivas das personagens. Também costuma afeminar os homens e tornar rebeldes as mulheres.
Depois de exposições e algumas colaborações, seu talento para a arte rendeu-lhe a escolha de Miuccia Prada para fotógrafo de sua linha masculina, cujos modelos são os filhos de Paul Simonon, do the Clash. Poderoso não?
www.hedislimane.com/diary
Fotos do diário de Slimane (repare que a primeira pose é de Li Lo)
Campanha masculina da Prada
Postado por Deborah Couto em
dia 13 de julho, 2009.
Nascido e criado no Queens, Robert Mapplethorpe nunca se considerou um fotógrafo e nem gostava de fotografia. Seu encantamento, segundo o próprio, era pelo objeto “foto”, não pelo exercício.
Seus primeiros trabalhos foram registros de flores. Foi consagrado por seus auto retratos e fotos de amigos próximos, entre eles uma série com a cantora e melhor amiga Patti Smith. Tudo em Polaroid, tudo com conteúdo altamente sexual.
Mapplethorpe frequentava a alta sociedade americana, passando pelo mundo artístico e underground (leia aqui a turma de Andy Warhol) e utilizava suas personalidades como personagens: artistas, compositores, atores e estrelas pornôs. Retratava-os com incrível precisão técnica em imagens bem provocadoras. No começo dos anos 80, o artista entra em uma fase de maior refinamento, retratando a nudez com delicadeza, o corpo humano em sua beleza clássica. Morreu em 89, em consequencia do HIV.
“I went into photography because it seemed like the perfect vehicle for commenting on the madness of today’s existence.”
Robert Mapplethorpe .
www.mapplethorpe.org
Auto-retrato do fotógrafo e Mapplethorpe com a cantora Patti Smith
Em sentido horário: Debbie Harry, Grace Jones, Patti Smith, Lisa Lyon