De tocaia
Famoso pelo título de “pai do fotojornalismo” , Henri Cartier-Bresson poderia ser chamado de diretor de arte se suas obras não fossem de assustadora espontaneidade. É sempre difícil de acreditar que não se trata de teatro ou balé, com personagens dirigidos e ambientes milimetricamente pensados. São, na realidade, situações captadas na urgência do momento, aquele perfeito, que só um Cartier-Bresson seria capaz eternizar.






Parte da programação do ano da França no Brasil, Henri Cartier-Bresson está em exposição no SESC Pinheiros (rua Paes Leme, 195, São Paulo) até 20/12, com 133 fotografias do acervo da Magnun, agência fundada pelo fotógrafo em 1947. Imperdível.



Uma temporada em Londres e fomos a uma Exposição de pinturas de Francis Bacon, conjuntamente, mesmo que eu n soubesse, havia uma exposição de Cartier Bresson que me pegou de súbito, lá estava a ampliação de uma foto da qual eu possuía um significativo Poster, foi uma das emoções maiores ao me reencontrar com aquela foto, pude observar ao longo de toda exposição que a fotografia de Henry extrai fundamentalmente este doce sentimento de familiariedade, mesmo que sejam de lugares ou de um tempo tão distante, a gente se sente lá.