Nascido em São Paulo, o artista Lobo se viu obrigado a viver por diversas vezes longe de sua cidade natal. Publicitário por formação, atuou em diversas agências nos anos 90, porém, a arte sempre foi sua paixão.
Influenciado pelas experiências que teve durante a vida e por nomes como Burton Morris, Andy Wharol, Peter Max, entre outros, foi para o mundo da Pop Art. Hoje, com mais de 400 telas vendidas pelo mundo, resolveu lançar um coleção de pôsteres.
As imagens mostram figuras como Marilyn Monroe e Charles Chaplin, além de cidades. Vale conferir!
De carona no Dia Internacional da Mulher, resolvemos esquecer os figurinos do Oscar e falar de… cositas más importantes.
Difícil encontrar mulheres mais poderosas que as bailaoras e cantaoras de Flamenco.
Originário das regiões do sul da Espanha, o Flamenco tem seus primeiros registros datados dos séculos VIII ao XV, quando do domínio árabe no país. Suas características têm marcadas fortes influências da Andaluzia (local de origem) com traços da cultura cigana, especialmente a música, os trajes e a forma boêmia (no mínimo) de encarar a vida. É dessa mistura que vem tamanha entrega dos artistas, o sofrimento das letras e das melodias, a visceralidade das coreografias. O Flamenco divide-se em três categorias: baile, canto e guitarras.
De sangue cigano, Carmen Amaya é considerada uma das figuras mais temperamentais, trágicas e apaixonadas do Flamenco. Nascida em 1913, em 1941 atingia o auge de sua carreira dançando no Carnegie Hall, em Nova York e na Casa Branca, para Franklin Roosevelt. Em 1942 foi para Holywood e atuou em filmes como “Los amores de un torero” (1945), de José Diaz Morales. Revolucionária, Carmen foi uma das primeiras e poucas bailaoras a dançar de calças. Morreu em 1963.
Eva Yerbabuena (pra você não se confundir, Yerbabuena significa “hortelã”, em espanhol) é um dos maiores nomes do Flamenco contemporâneo. Seu nível de precisão já encantou bailarinas de outras vertentes, do porte de Carolyn Carlson e Pina Bausch. Pina já a convidou, inclusive, para participar de seu Wuppertal Festival (na Alemanha). La Yerbabuena já dançou no Brasil. Na última vez, em 2008, lotou todas as apresentações em São Paulo, Porto Alegre, Rio, Salvador, Curitiba e Brasília. Ultra-feminina, Eva usa da cauda longa como elemento de seu bailado, com um controle impecável do rabo-de-saia. Vale a pena assistir.
Raquel Meller (que, na verdade, nasceu Francisca Marqués López) foi cantaora e atriz de cinema. Raquel ficou famosa cantando composições de José Padilla Sanchéz, especialmente a conhecidíssima “El Relicario”. Assim como Carmen Amaya, Raquel também foi atraída por Holywood, onde fez carreira cinematográfica e atuou em “As luzes da cidade” (1931), de Charles Chaplin. Até hoje Meller é considerada uma das artistas que mais projetou a Espanha mundialmente.
Marina Abramović nasceu em 1946, em Belgrado e começou novinha a fazer performance já no começo dos anos 1970 – nunca mais parou. Filha de comunistas, seu pai foi herói de guerra e Marina sofreu todos os horrores dos conflitos territoriais que macularam a história de seu país.
Não por coincidência, a mulher não tem medo de nada, nem da dor, nem do sexo explícito, com homem, com mulher, envolvendo folclore, várias pessoas ao mesmo tempo, espectador. Mais do que isso, resquício de sua vivência, explora ao máximo os limites do corpo a cada performance. Assiste quem está preparado.
"Art Must be Beautiful" 1975
Em “Rhythm 10”, de 1973, por exemplo, Marina efetua o tradicional jogo russo das facas entre os dedos utilizando vinte peças e dois gravadores. Cada vez em que se corta, ela troca de faca. Após se cortar vinte vezes, a artista volta a fita no gravador, escuta seus gemidos e tenta repetir os movimentos anteriores.
Em 2006 a artista veio ao Brasil para a exibição de “Balkan Erotic Epic”, de 2005, cujo foco é a cultura pagã de sua região. O objetivo, segundo Abramović, era reproduzir atos sexuais do homem com a natureza, relatos folclóricos que ela só tinha lido, nunca visto. Os vídeos apresentam homens eretos olhando para a câmera, mulheres massageando os próprios seios, com suas genitálias desnudas, tomando chuva e olhando para o céu.
“Balkan Erotic Epic” 2005
Leia sobre outras performances interessantes e parcerias aqui e aqui.
E como a “avó da performance” não pára, apresenta trabalho novo, a partir de 14 de março, no MoMA (NY), onde haverá uma individual com retrospectiva de Marina. Seu novo trabalho será o de maior duração (a performance, interativa, começa antes de o museu abrir e termina quando este fecha) de toda a sua carreira em apresentações solo. A mostra fica até 31 de maio e é, no mínimo, uma experiência marcante pra quem estiver em Nova Iorque.
Filho do surrealista chileno Roberto Matta e da artista americana Anne Clark, Gordon Matta-Clark era arquiteto formado pela Cornell University, mas foi “anarquiteto”, por auto-definição. Dissidente da land art, Matta-Clark foi interventor ativo da estrutura e da aparência da cidade onde vivia, Nova York, sobretudo a partir do final dos anos 1960 até a sua morte, em 1978.
Suas intervenções – muitas ilegais – em edifícios abandonados em regiões como SoHo e Nova Jersey tinham significados fortemente indigestos frente ao processo de “aburguesamento” arquitetônico de tais regiões, processo este que seguiria as demolições, antes edificações sobre as quais intervinha. Matta-Clark fez o mesmo em Paris, por exemplo no Les Halles, exatamente quando a região enriquecia. Sua maneira de fazê-lo: serrando uma edificação ao meio, com serra elétrica, abrindo uma fenda esférica em um prédio a ser demolido, uma meia-lua em um galpão; não é trabalho passível de exposição em galeria, o que é parte de sua arte/anarquitetura. Mas seus registros são. E ele é a estrela do show.
As fotos e vídeos de Gordon Matta-Clark estão agora em exposição no MAMde São Paulo, demonstrando seu processo, suas anotações, suas parcerias (especialmente com o grande parceiro David Zwirner). É impressionante ver o “menino atentado” (foi como minhas amigas e eu o definimos) em ação, quebrando tudo e botando pra quebrar, dando seu recado com a voz e o peso das ferramentas. Imperdível.
Tom Ford ficou conhecido mundialmente quando, no ano de 1990, reinventou a sofisticadíssima grife italiana Gucci. Tom Ford fez seu nome no mundo da moda como diretor de criação da marca e logo depois quando lançou a sua própria grife, que foi batizada com seu nome.
Este ano o estilista resolveu se aventurar no mundo do cinema, mais precisamente como diretor. O seu primeiro filme, que estreou este mês, “Single Man”, conta a história de um homem que não consegue continuar vivendo, após a morte de sua mulher e conta com Juliana Moore, atriz que já foi vestida por Tom, no elenco.
Vale ressaltar que Tom Ford considera que cinema e moda são trabalhos completamente diferentes e o cinema é considerado por ele a expressão mais verdadeira que já criou.
Aproveite e dê uma passada no blog do parceiro Sylvain Justum e confira os cartazes do filme. Eu acho a versão alternativa muito mais criativa. E você o que acha?
Que o bumbum é preferência nacional já é fato indiscutível. Mas os estudos sobre o significado das nádegas para o homem vão além dessa preferência estética.
Na última quarta-feira, foi lançada na França “La Face Cacheé des Fesses” (“A Face Oculta das Nádegas”, em tradução livre), em formatos livro e documentário. A obra, fruto de uma parceria entre a documentarista Caroline Pochon e o jornalista Allan Rothschild, aborda a história do traseiro para a humanidade valendo-se conceitos de sociologia, semiótica, história da arte e psicanálise.
Ir além da abordagem estética do bumbum, significa furar barreiras, talvez incômodas ao homem, em seu sentido literal. Segundo os autores, “quando falamos das nádegas, falamos de nós mesmos”.
Sendo assim, o livro, além de embasar-se em conceitos bastante sólidos, promete ser uma boa fonte de auto-análise.
O ano de 2009 foi o Ano da França no Brasil, e mesmo com o ano quase acabando os franceses retribuíram a homenagem de uma forma muito bonita. Foi montada a exposição “Carrousel Du Louvre”, no famoso museu do Louvre em Paris.
A exposição que tem curadoria de Bia Duarte, representante da Delegação Brasileira no Salon National Des Beaux-Arts, conta com 15 artistas brasileiros com obras que representam a cultura e a técnica de nosso país.
Os brasileiros escolhidos são Daniel Azulay, David Dalmau, Margot Monteiro, Eduardo Kobra, Kika Goldstein, André Crespo, Susy Magalhães, Marcelo Neves, Alessandro Jordão e Kiko Sobrino, Anna Guerra, Charles Chaim, Gabriel Nehemy, Lilian Bomeny e Gustavo Rosa.
Daniel Azulay
Eduardo Kobra
Gustavo Rosa
Serviço:
Carrousel Du Louvre
- De 10 a 13 de dezembro -
Palais Royal - Musée du Louvre, 75001
Paris – França