Baila!
De carona no Dia Internacional da Mulher, resolvemos esquecer os figurinos do Oscar e falar de… cositas más importantes.
Difícil encontrar mulheres mais poderosas que as bailaoras e cantaoras de Flamenco.
Originário das regiões do sul da Espanha, o Flamenco tem seus primeiros registros datados dos séculos VIII ao XV, quando do domínio árabe no país. Suas características têm marcadas fortes influências da Andaluzia (local de origem) com traços da cultura cigana, especialmente a música, os trajes e a forma boêmia (no mínimo) de encarar a vida. É dessa mistura que vem tamanha entrega dos artistas, o sofrimento das letras e das melodias, a visceralidade das coreografias. O Flamenco divide-se em três categorias: baile, canto e guitarras.
De sangue cigano, Carmen Amaya é considerada uma das figuras mais temperamentais, trágicas e apaixonadas do Flamenco. Nascida em 1913, em 1941 atingia o auge de sua carreira dançando no Carnegie Hall, em Nova York e na Casa Branca, para Franklin Roosevelt. Em 1942 foi para Holywood e atuou em filmes como “Los amores de un torero” (1945), de José Diaz Morales. Revolucionária, Carmen foi uma das primeiras e poucas bailaoras a dançar de calças. Morreu em 1963.

Eva Yerbabuena (pra você não se confundir, Yerbabuena significa “hortelã”, em espanhol) é um dos maiores nomes do Flamenco contemporâneo. Seu nível de precisão já encantou bailarinas de outras vertentes, do porte de Carolyn Carlson e Pina Bausch. Pina já a convidou, inclusive, para participar de seu Wuppertal Festival (na Alemanha). La Yerbabuena já dançou no Brasil. Na última vez, em 2008, lotou todas as apresentações em São Paulo, Porto Alegre, Rio, Salvador, Curitiba e Brasília. Ultra-feminina, Eva usa da cauda longa como elemento de seu bailado, com um controle impecável do rabo-de-saia. Vale a pena assistir.

Raquel Meller (que, na verdade, nasceu Francisca Marqués López) foi cantaora e atriz de cinema. Raquel ficou famosa cantando composições de José Padilla Sanchéz, especialmente a conhecidíssima “El Relicario”. Assim como Carmen Amaya, Raquel também foi atraída por Holywood, onde fez carreira cinematográfica e atuou em “As luzes da cidade” (1931), de Charles Chaplin. Até hoje Meller é considerada uma das artistas que mais projetou a Espanha mundialmente.




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Flamenco. Mostre para Isa, ela vai gostar